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Olhar Digital

Eles passam o dia procurando erros em sistemas de bancos, hospitais, laboratórios e uma outra infinidade de softwares com as mais distintas finalidades; são os “caçadores de falhas”. Oficialmente, a profissão é conhecida como “testadores de software”. No Brasil, já são mais de três mil profissionais certificados com a missão de assegurar que o usuário final tenha um software de qualidade e que proporcione a melhor experiência possível.

Os testes realizados por empresas como esta são complementares aos primeiros testes feitos pelos próprios desenvolvedores de softwares e sistemas. Diversos atributos são analisados e o software precisa atender a uma série de requisitos para ser considerado de alta qualidade; os principais são funcionalidade, segurança e performance.

“Geralmente o desenvolvedor se preocupa em fazer com que o software funcione. O objetivo do teste é mais abrangente. É encontrar pontos em que ele não funciona e garantir que ele funcione corretamente em situações de imprevisto”, comenta  Luciano Adamiak, testador de software da RSI.

O presidente da RSI, Osmar Higashi, comenta que recentemente as empresas passaram a contratar testadores independentes para aferir a qualidade de softwares desenvolvidos. Existem vários níveis de testes: funcional, carga, segurança e outros. O cliente escolhe o foco e a empresa aplica um tipo de teste.

Alguns projetos são avaliados e testados em poucos dias; outros levam mais de um ano e são submetidos a mais de 80 mil testes. O surgimento de novos softwares cada vez mais acelerado e o crescimento exponencial do número de usuários – principalmente em instituições financeiras – torna a profissão de testador de software cada vez mais necessária.

“Os softwares ficaram mais expostos aos clientes e a tecnologia mais complexa. A quantidade de usuários aumentou, então, as empresas investem mais na qualidade do software. Encontramos erros dentro de um contexto normal de assegurar qualidade”, comenta o presidente da RSI.

O mercado de trabalho para “caçadores de falhas” é promissor. Aqui nesta empresa, segundo a diretoria, sempre existe entre 30 e 50 vagas em aberto para a função. Menos de 5% dos contratados vêm pronto do mercado e com conhecimento necessário para testar softwares. A maioria é treinada dentro da própria empresa.

“Eles fazem o papel de usuário final. Eles validam regras de negócios como no dia a dia do usuário”, explica o testador.

Dois perfis profissionais definem o “testador de software”; 70% dos funcionários são técnicos de informática e os outros 30% vieram das áreas de negócios dos próprios clientes que utilizam os serviços dos caçadores de falhas.

Recentemente, o Google recompensou um pesquisador com mais de 80 mil reais pela descoberta de uma falha no sistema operacional Chrome OS. A poucos meses atrás, a Microsoft também anunciou que está disposta a pagar até 100 mil dólares (mais de 225 mil reais) para quem conseguir identificar falhas no novo Windows 8.1.

Segundo um estudo da Universidade da Califórnia, pagar recompensas a pesquisadores de segurança independentes para descobrirem problemas em software é um investimento muito melhor do que a contratação de funcionários para fazer a mesma coisa. Nos últimos três anos, o Google pagou 580 mil dólares em recompensas e a Mozilla pagou outros 570 mil – mais de um milhão de reais. O resultado são centenas de vulnerabilidades corrigidas nos produtos das marcas e mais qualidade e segurança para nós, usuários finais.

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