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Jornal de Londrina

José Ary Nassiff e Cláudio Marques da Silva foram condenados a 18 anos, 11 meses e 20 dias de reclusão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro.

A juíza Ângela Ramina, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, condenou a 18 anos de prisão dois ex-diretores da Assembleia Legislativa envolvidos em um esquema de desvio de dinheiro público. O caso foi revelado pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série de reportagens Diários Secretos, em 2010.

Os ex-diretores da Assembleia José Ary Nassiff (Administrativo) e Cláudio Marques da Silva (de Pessoal) foram condenados à mesma pena: 18 anos, 11 meses e 20 dias de prisão, pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Ambos terão de ressarcir os cofres públicos com o pagamento de 1.093 multas-dia. Um total de R$ 400 mil em espécie, dinheiro apreendido na casa de Marques durante a investigação, foi repassado ao poder público. Nassif e Marques foram inocentados do crime de falsidade ideológica.

A sentença refere-se ao processo instaurado para investigar um dos braços do esquema, ligado ao ex-funcionário Daor Afonso Marins de Oliveira, preso desde agosto de 2011. As reportagens da série e a investigação do Ministério Público mostraram que Daor, os dois ex-diretores e o ex-diretor geral da Assembleia, Abib Miguel, o Bibinho, que aguarda julgamento, montaram um esquema de contratação de funcionários fantasmas dentro do Legislativo.

De acordo com a denúncia, Daor administrava os imóveis de Bibinho e era o responsável por angariar pessoas que pudessem figurar como funcionários comissionados da Assembleia. Entre os cooptados por Daor estavam dez parentes dele: a mulher, três filhos, a irmã, três sobrinhos e as esposas de dois deles.

Os documentos pessoais desses parentes foram usados para que eles fossem contratados para cargos em comissão na Assembleia e para abrir contas bancárias em seus nomes. Todos eles, segundo a Justiça, receberam salários, mas nunca deram expediente no Legislativo – inclusive o próprio Daor. Um dos filhos, por exemplo, chegou a receber salários mensais de R$ 32,6 mil. Só em salários pagos aos familiares de Oliveira, o desvio foi de R$ 13,2 milhões. O ex-servidor, sozinho, recebeu R$ 1,4 milhão em vencimentos. Em depoimento, os familiares de Oliveira disseram que, a pedido dele, tiveram até de assinar um talão de cheques em branco.
O dinheiro repassado aos funcionários fantasmas era posteriormente dividido entre os diretores da Assembleia Legislativa.

Penas

O promotor do Gaeco, Denílson Soares de Almeida, um dos responsáveis pela investigação, afirmou que o MP interpôs recurso ontem. “Esperávamos essa decisão e entendemos que foi uma decisão acertada. Mas entendemos, por questões técnicas, que a pena deveria ser maior.”
A Justiça deve analisar, nas próximas semanas, o caso de Abib Miguel, tido como principal beneficiário do esquema.

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