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Do Portal Uol

Três meses após boatos sobre o Bolsa Família causarem filas e tumultos pelo país, um recadastramento do programa acabou em confusão nesta segunda-feira (19), em Salvador.

A prefeitura da capital baiana, administrada pelo DEM, partido de oposição ao governo Dilma Rousseff, responsabilizou o Ministério do Desenvolvimento Social pela confusão –a pasta não se manifestou.

A fila no setor de informação e atendimento da Secretaria da Fazenda municipal começou antes das 6h e deu volta no quarteirão –uma mulher chegou a passar mal.

Os beneficiários do Bolsa Família seguravam uma carta enviada pelo ministério, que pedia que a pessoa fosse “atualizar as suas informações” no chamado cadastro único, o banco de dados do governo federal, levando também documentos como carteira de trabalho, comprovante de endereço e comprovante de matrícula do filho.

Segundo o secretário da Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador, Mauricio Trindade, os “transtornos” foram causados por um erro do Ministério do Desenvolvimento Social.

“A pessoa tem que se recadastrar de dois em dois anos [no programa], só que eles [o ministério] mandaram a carta para todos os integrantes do banco de dados da cidade, que são quase 200 mil, sendo que 140 mil estão devidamente cadastrados”, diz.

O secretário afirma que o governo federal reconheceu a falha em contato com a equipe da prefeitura.

“Isso fez com que milhares fossem aos postos, sem necessidade. A pessoa recebe uma carta dessa em casa, dizendo que precisa ir, é claro que vai. O pessoal saiu de madrugada, carregando os filhos”, completou.

Procurado por volta das 19h30 desta segunda-feira, o Desenvolvimento Social não tinha se manifestado até a publicação desta reportagem. Nem todos os beneficiários do Bolsa Família consultados pela reportagem na capital baiana afirmaram ter recebido a carta da pasta.

Depois do tumulto de maio, a Folha mostrou que, na véspera do início dos boatos, a Caixa Econômica Federal havia alterado, sem aviso prévio, todo o calendário de pagamento do programa. A Polícia Federal finalizou o inquérito que investigou a onda de boatos após quase dois meses de trabalho, mas não identificou nenhum indício de crime. Por isso, nenhuma pessoa foi indiciada ou responsabilizada.

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