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Correio do Litoral

Policiais militares de Pontal do Paraná apreenderam, na noite desta terça-feira (17), 206 gramas de Oxi, droga de baixo custo e considerada altamente viciante. Também mata mais rápido.
A droga estava com três mulheres, sendo uma adolescente. “Recebemos uma denúncia de que iria ocorrer uma entrega de entorpecente em uma residência no balneário de Pontal do Sul. A equipe policial foi até o local e realizou uma vigilância, sendo que, por volta das 20h, uma adolescente chegou e efetuou para uma outra mulher a entrega de uma bolsa”, explica o capitão César Kamakawa, comandante da 2ª Companhia do 9º BPM.
Os policiais realizaram a abordagem e localizaram, dentro da bolsa, 206 gramas de Oxi, 100 gramas de maconha e 16 gramas de cocaína. Duas mulheres que estavam na casa e a adolescente que fez a entrega do entorpecente foram encaminhadas à Delegacia Policial de Ipanema, juntamente com as drogas apreendidas.
“A apreensão desta droga no litoral revela um quadro preocupante em relação ao aumento de usuários de Oxi, pois até então ela não era apreendida com frequência no litoral. É necessário destacar seus efeitos nocivos, sendo muito importante a sua retirada de circulação”, ressalta o capitão Kamakawa.
Segundo o comandante da 2ª Companhia, é importante que a comunidade participe ativamente auxiliando a Polícia Militar, efetuando denúncias de forma anônima através do 181 (Narcodenúncia) ou pelo 190 (Emergência).
O capitão explica que o Oxi ou crack oxidado é um tipo de droga derivada da cocaína, tendo na sua mistura 80% de cocaína oxidada e o restante de combustível, como o querosene, a gasolina e o diesel com cal ou permanganato de potássio. A droga surgiu no Brasil na década de 1980 através do Acre, vindo da Bolívia e do Peru, sendo o primeiro tijolo da droga apreendido em 2011, na zona sul do estado de São Paulo.
“Sua potência é avaliada em cinco vezes maior que a do crack, no entanto a droga não possui uma composição característica, pois é fabricada de acordo com receitas caseiras. Devido a sua composição ela vicia rapidamente e também possui um custo muito baixo”, afirma o capitão Kamakawa.
Mais letal que o crack
É conhecido pelo nome de “óxido” ou “oxi” o entorpecente obtido da mistura da pasta base de cocaína com querosene, gasolina, cal virgem ou solvente usado em construções.
A droga é geralmente consumida numa mistura com o cigarro comum ou com o cigarro de maconha, ou ainda fumada em cachimbos de fabricação caseira, como o crack. O nome oxi, uma abreviação de “óxido” ou “oxidado”, vem do fato da droga liberar uma fumaça escura ao ser usada, deixando um resíduo marrom, de cor semelhante ao da ferrugem (oxidação) nos metais.
O oxi age no sistema nervoso, proporcionando sensações variadas que dependem das características do usuário, podendo proporcionar desde prazer e alívio até angústia e paranoia. Seu uso prolongado aumenta as chances de doenças como cirrose e o acúmulo de gordura no fígado.
O oxi possui características explosivas e também é mais letal. Estima-se que os usuários de crack vivam pelo menos 5 a 6 anos, mas 30% dos usuários de oxi poderão estar mortos depois de um ano.

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