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Portal Terra

Apesar de evitar comentar o julgamento do mensalão em público, a presidente Dilma Rousseff rompeu o silêncio nesta segunda-feira quando senadores a provocaram a falar sobre a saúde do deputado e ex-presidente do PT José Genoino. O assunto foi comentado por líderes que participaram do encontro com a presidente, mas que preferiram manter o anonimato.

Segundo um dos interlocutores, Dilma disse que a “situação (de saúde) de Genoino é dramática”. A história foi confirmada por outros senadores.

A presidente também teria comentado que o médico Roberto Kalil atende tanto a ela própria quanto a Genoino. O médico teria repassado um laudo ao advogado de defesa do deputado, Luiz Fernando Pacheco, a fim de facilitar a petição para que a pena fosse cumprida em prisão domiciliar.  Nesse momento, Dilma afirmou que o advogado de Genoino “foi mole, muito mole”.

Ao Terra, o advogado Luiz Fernando Pacheco afirmou que não só o laudo de Kalil foi usado como também de outros dois e que o pedido de prisão domiciliar ainda não foi respondido.

“Esse laudo (do Kalil) foi usado no pedido, o laudo do professor Fábio Jatene, que operou o Genoino, e o laudo do médico que o atendeu na madrugada de sábado para domingo”, explicou. “Os três laudos dão amparo ao pedido de prisão domiciliar. O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para emitir parecer e em seguida ao ministro Joaquim Barbosa (relator do processo do mensalão), que dará uma decisão”.

Na avaliação da presidente, é necessário “manter a dignidade e justiça humanitária”. Genoino teve um pico de pressão alta quando era transportado de São Paulo para Brasília. Ele também passou mal durante seus primeiros dias preso.

José Genoino cumpre inicialmente pena de quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de corrupção ativa. Ele recorre ainda contra o crime de formação de quadrilha. Se perder, sua pena passa para seis anos e 11 meses mais multa de R$ 468 mil, também em regime semiaberto.

Aos senadores, a presidente afirmou que não deveria se envolver publicamente no assunto “porque isso pode virar uma crise institucional”. Quando os líderes sugeriram eles próprios reagirem à decisão de manter Genoino no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, a presidente teria proposto aos parlamentares “se posicionarem” de maneira individual e não institucional.

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