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Terra

Contar com o apoio local de um partido de peso quando for dada a largada para a campanha eleitoral é de fundamental importância para um candidato à Presidência da República. E são justamente essas arestas que a presidente Dilma Rousseff está aparando com o PMDB, o maior partido que deve se aliar à chapa petista para a campanha de reeleição de Dilma do ano que vem.

Apesar de estarem unidos na esfera federal – a vice-presidência é comandada pelo peemedebista Michel Temer -, as duas legendas passam por divergências em nove Estados. Em sete deles, as cúpulas dos partidos acreditam que possa haver uma solução. Na Bahia e no Rio Grande do Sul já é dado como certo que os partidos estarão em lados opostos, por serem rivais regionais históricos. O Pará era outro caso problemático, mas já foi acertado que o PT vai apoiar o candidato peemedebista Helder Barbalho.

Das situações reversíveis, a considerada mais complicada é a do Rio de Janeiro, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve de intervir para evitar de o pré-candidato petista Lindbergh Farias deixasse o governo de Sérgio Cabral (PMDB). Com 15% dos votos, o diretório fluminense é o que tem mais peso na convenção nacional, quando o partido define formalmente seu apoio no pleito de 2014.

Veja situações onde, apesar de rachas, PT e PMDB acreditam que podem se aliar:

 Rio de Janeiro – São pré-candidatos Lindbergh Farias (PT), Luiz Fernando Pezão (PMDB), Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB). O PMDB local exige palanque único no Estado.

 Maranhão – O PMDB quer apoio petista à reeleição de Roseana Sarney. No entanto, o PT é aliado histórico de Flávio Dino (PCdoB), que já começa a ser cortejado pelo PSB, de Eduardo Campos, pré-candidato ao Planalto.

 Minas Gerais – No Estado, o PMDB quer lançar candidato próprio ao governo em vez de apoiar a candidatura de Fernando Pimentel (PT), além de concorrer à vaga mineira ao Senado.

 Ceará – O peemedebista Eunício Oliveira ameaça se aliar ao PSDB caso o PT não o apoie.

 Mato Grosso do Sul – Já é ponto pacífico que não haverá aliança entre os dois partidos. A restrição, no entanto, refere-se às negociações do senador Delcídio Amaral (PT), que quer uma aliança com o PSDB.

 Paraná – A tendência do PMDB no momento é apoiar a reeleição do governador tucano Beto Richa, que poderia abrir a vaga de vice a Osmar Serraglio. A pré-candidata petista e atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, quer que o peemedebista Roberto Requião seja lançado a fim de forçar um eventual segundo turno, que a beneficiaria.

 Paraíba – Apesar de um racha antigo entre os partidos, o PMDB quer que o PT apoie a candidatura de Veneziano Vital do Rêgo, ex-prefeito de Campina Grande.

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