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Folha SP

Harry Potter que se cuide. Pesquisa feita por um grupo de brasileiros sugere um método para obter uma “capa de invisibilidade” perfeita.

O trabalho, publicado na revista científica “Physical Review Letters”, sugere que não só é possível criar um material que torne um objeto invisível como também “sintonizar” esse material para que se torne funcional com diversas frequências de luz.

DA FICÇÃO À REALIDADE
Dispositivos que permitissem tornar um objeto invisível fazem parte do imaginário desde a Grécia Antiga.

Editoria de Arte/Folhapress

Contudo, até alguns anos atrás, a invisibilidade era tida como impraticável. Esconder uma espaçonave sob um dispositivo de camuflagem como os vistos na série “Jornada nas Estrelas” exigiria, em tese, curvar o espaço em torno do veículo para que raios de luz não o atingissem.

Só que a quantidade de energia para fazer algo desse tipo era proibitivamente alta.

Eis que havia uma solução muito mais simples, proposta pela primeira vez em 2006.

Em vez de, na força bruta, curvar o espaço ao redor de um objeto, pesquisadores sugeriram que era possível usar materiais artificialmente projetados (por isso chamados de metamateriais) que tivessem uma propriedade exótica conhecida como índice de refração negativo, para recobrir o objeto que se quisesse ocultar.

Desde então, duas formas de produzir invisibilidade foram sugeridas.

Uma envolvia recobrir o objeto de um metamaterial que defletisse a luz ao seu redor, tornando-o invisível.

Outra exigia desempenho diferente do metamaterial: em vez de fazer a luz o contornar, ele refletiria as ondas luminosas de tal forma a cancelá-las.

Os dois caminhos são viáveis, mas apresentam um desafio: é preciso projetar o metamaterial para produzir invisibilidade só em uma frequência específica de luz.

Por exemplo, uma capa de invisibilidade que funcionasse para ocultar um objeto de luz infravermelha não serviria para bloquear luz visível.

Aí é que entra a inovação teórica produzida por Wilton Kort-Kamp, Felipe Rosa, Felipe Pinheiro e Carlos Farina, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Eles sugerem que é possível criar uma capa de invisibilidade a partir da segunda técnica (o cancelamento de ondas de luz) que seja “sintonizável”.

A partir de um campo magnético externo, regula-se qual frequência de luz deve ser cancelada, tornando o objeto virtualmente indetectável.

Os cálculos feitos pelo grupo sugerem que pode funcionar, inclusive com metamateriais que já existem. Mas, sendo um grupo teórico, eles não pretendem realizar a demonstração experimental.

“Até o momento, nenhum outro grupo entrou em contato conosco para a realização do experimento”, disse Felipe Pinheiro, um dos autores do estudo.

O grupo investiga agora aspectos teóricos de efeitos que podem ser produzidos por dispositivos de invisibilidade. O foco do trabalho, porém, é em pesquisa fundamental, não em aplicações.

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