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Jornal do Brasil

Surpreendido por jornalistas brasileiros quando saía da Universidade Sorbonne, em Paris, onde cumpre agenda oficial, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse que não pediu a prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) por “falta de tempo”. Barbosa alegou que saiu de férias um dia antes de decidir pela prisão do ex-presidente da Câmara, condenado no processo do mensalão.

O presidente do STF explicou que assinou a decisão de prender o parlamentar na última segunda-feira, às 18 horas, pouco antes de pegar um voo para o exterior. “Saí de casa à 1h. Só depois de divulgada a decisão é que se emite o mandado, se fazem as comunicações à Câmara dos Deputados, ao juiz da Vara de Execuções. Nada disso é feito antes da decisão. Portanto, eu não poderia ter feito isso, pois já estava voando para o exterior”, disse Barbosa.

O ministro afirmou, ainda, que não sabe porque seus colegas que o substituíram à frente do STF ainda não expediram o mandado de prisão contra João Paulo Cunha. “O presidente do STF responde pelo tribunal no período em que estiver lá. Responde sobretudo a questões urgentes. Se é urgente ou não é avaliação que cada um faz”, afirmou Barbosa.

Após sair de férias, a presidência do Supremo foi interinamente ocupada pela ministra Cármen Lúcia, que não assinou a ordem de prisão contra o deputado. “Não sei qual foi a motivação. Ela não me telefonou, não falou comigo”, disse Joaquim Barbosa, ao lembrar que “o ministro que estiver lá, de plantão, pode praticar o ato”.

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