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Câmara dos Deputados

A bancada do PMDB na Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira uma moção de solidariedade ao líder do partido na Casa, deputado Eduardo Cunha (RJ). A legenda também divulgou nota informando que terá posição independente do governo nas votações na Câmara e defendendo a convocação da executiva nacional do partido para “reavaliar a qualidade” da aliança nacional com o PT.

Na moção, os parlamentares afirmam que as agressões sofridas por Cunha “extrapolam o patamar da civilidade em quaisquer das relações, e, particularmente, nas relações políticas onde o respeito e a cordialidade são fundamentais e imprescindíveis à democracia”. “Os ataques ao nosso líder são ataques ao PMDB”, ressalta o texto. Todos os deputados do partido assinaram a moção.

Cunha defendeu, na semana passada, a realização de uma convenção nacional do partido para decidir um possível rompimento com o governo. Ele disse ter sido agredido verbalmente pelo presidente do PT, Rui Falcão, que teria declarado que a insatisfação do PMDB na Câmara ocorre porque a legenda não recebeu mais cargos na reforma ministerial.

O líder do PMDB também diverge do governo por ser favorável a uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Petrobras e contra o projeto do marco civil da internet (PL 2126/11). Ele também participou da articulação de um bloco informal de partidos na Câmara, apelidado de “blocão”, para propor a votação de projetos independentemente da vontade do governo. O blocão é formado por seis legendas da base aliada – PMDB, PP, Pros, PR, PTB, PSC – e por uma da oposição, Solidariedade (SDD).

Insatisfação
Após a reunião, Cunha reafirmou que o partido vai votar contra o projeto do marco civil da internet e a favor da instalação de uma comissão externa da Câmara para investigar denúncias de que uma empresa holandesa teria pago propina a funcionários da Petrobras. “A bancada está insatisfeita com a condução da aliança, mas isso não significa rompimento com o governo ou com o PT”, declarou.

Ele afirmou que, durante a reunião, não foi discutida a entrega de cargos do governo. “É um movimento para demonstrar a insatisfação da bancada com o comportamento do PT e para discutir a qualidade da aliança”, disse. De acordo com Cunha, é como um casal que discute a relação, o que não significa, necessariamente, uma separação.

A bancada anunciou ainda que pode apoiar alguns dos pedidos de convite e convocação de representantes do governo que estão na pauta desta quarta-feira (12) das comissões, como o do ministro da Saúde, Arthur Chioro, para falar sobre o programa Mais Médicos; e o da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Nota
A nota divulgada pela bancada do PMDB aponta cinco pontos fundamentais para o partido. São eles:
– apoio irrestrito ao líder do partido, Eduardo Cunha, “dos ataques despropositados do PT que atingiram frontalmente o PMDB”;
– reiterar Eduardo Cunha como interlocutor único da bancada;
– reafirmar a decisão do partido de não indicar nomes para ministérios;
– reconfirmar a intenção da legenda de conduzir os trabalhos no Legislativo com independência; e
– defender a convocação de uma convenção para debater a atual crise política e reavaliar a qualidade da aliança com o PT.

A deputada Íris de Araújo (PMDB-GO) reafirmou a independência do partido e defendeu uma candidatura própria à Presidência da República, com a devolução dos ministérios e de todos os demais cargos indicados pelo partido.

Já o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) afirmou que a bancada fluminense não deve seguir com a aliança nacional e defendeu o apoio regional à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência.

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